Peça “Poemas”, com texto inédito de Gabriel Chalita, está em cartaz no Teatro Multiplan

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A nova peça “Poemas”, com texto de Gabriel Chalita, une questões filosóficas à poesia que reverbera na vida. O espetáculo, dirigido por Duda Maia e estrelado por André Torquato e Marcos Pitombo, está em temporada no Teatro Multiplan MorumbiShopping, de 24 de abril a 7 de junho de 2026.

Com uma atmosfera onírica, a peça revela de forma poética o encontro entre dois personagens que às vezes trazem lembranças da infância e em outras pensam sobre como almejam sua velhice. No presente, que costura toda a encenação, a tentativa é a escrita do poema que falta, uma metáfora que tem o objetivo de trazer a poesia como possibilidade de salvar o mundo ou, pelo menos, de trazê-la para nos ajudar e repensar sobre a humanidade.

A montagem explora a dualidade da vida e da morte, de sua prosa e poesia, da liberdade e da dependência do outro. Da memória que nos molda e, às vezes, nos paralisa, mas que outras vezes nos acalenta. Trata ainda da esperança e da falta dela; do medo, da ansiedade, da dor e da depressão, contrapostos ao amor, ao prazer, às alegrias e à ação necessária para movimentar as coisas e mudar o mundo.

“A peça tem uma construção teatral, mas com um espectro filosófico, ligado ao cotidiano. É um espetáculo com beleza, mas que também nos ajuda a refletir sobre o que é viver e o que é existir. O que é um poema e o que são os lados poema e prosa da vida. O ser humano tem dois lados, um animal e um simbólico. E o trabalho explora tanto essa dimensão da animalidade humana, com sua cotidianidade, suas dores, e essa elevação, a permanência. E, esse vento que venta a vida”, conta Gabriel Chalita.

Para o ator Marcos Pitombo, o espetáculo brinca com as palavras como a construção poética. “O texto tem uma sequência, um objetivo, que é construir um poema que pretende salvar o mundo. E que mundo é esse? Será que fala do mundo físico, de todo mundo, do mundo à minha volta, ou do meu mundo particular, o nosso mundo de dentro? A gente fala um pouco sobre o que nos inspira, sobre nossas dores e também sobre o que nos move. Então, através de sensações e palavras, a gente vai guiando um norte para chegar nesse poema”, comenta.

André Torquato diz que o interessante da peça é não querer trazer explicações. “Em vez de oferecer respostas prontas, o espetáculo cria um espaço de escuta, de silêncio, de vento, onde o que parece escuro pode, de repente, acender pequenas luzes. São dois personagens tentando escrever o poema que falta, mas talvez o que mais interessa não seja o poema em si, mas esse processo de busca. Às vezes é no mistério que a gente se salva”, reflete o ator.

E a encenação de Duda Maia é pautada nessa dualidade entre palavra e corpo. “Eu acho que é o casamento de duas linguagens muito fortes: a forma de escrever do Chalita junto com a minha assinatura física. Estamos procurando essa dualidade o tempo inteiro, nas palavras, nos corpos, na trilha sonora, no cenário, no figurino e na iluminação. É essencial que o coletivo tenha força, para que o espetáculo aconteça. Na encenação tem vento, mas tem leveza, tem peso, mas desliza”, revela a diretora. 

“É um convite para poetizar dois mundos. O de dentro e o de fora. O eu comigo. E o eu com o outro. Há tantas feridas a serem costuradas. Há tantos amanheceres a serem celebrados. Na alma. No corpo. E o encontro com Duda Maia para mim é um presente. Um construir coletivo de linguagens que se casam para emocionar, para fazer pensar”, convida Gabriel Chalita.

Sinopse
“Poemas” traz o tema da dualidade da vida. Somos poema e prosa ao mesmo tempo; somos inspiração, expansão, dança; e somos dor, medo, ansiedade. A peça fala do encontro com o outro e com o universo próprio de cada um. Fala da memória que nos molda, que, às vezes, nos engessa e paralisa e, outras vezes, nos acalenta. E fala também da esperança. Do poema que falta para pensarmos na nossa humanidade. Para que o amor seja uma experiência que povoe os cotidianos de prazeres e, ao mesmo tempo, de responsabilidade na ação de cada um na melhoria do mundo.

Serviço
Poemas, de Gabriel Chalita
Temporada: 24 de abril a 7 de junho de 2026
Local: Teatro Multiplan MorumbiShopping: Avenida Roque Petroni Júnior, nº 1.089, Piso G2. 

Horários:
Sexta-feira 20h30
Sábado 18h00 e 20h30 
Domingo 18h00

Duração: 60 minutos
Classificação etária: 14 anos 

Ingressos: 
Plateia VIP: Inteira R$120,00 / Meia R$60,00
Plateia: Inteira R$100,00 / Meia R$50,00
Preço popular: Inteira R$50,00 / Meia R$25,00

Acesso por meio das escadas rolantes em frente à Renner.

INGRESSOS:
Vendas online (com taxa de conveniência): https://www.sympla.com.br/
Bilheteria física (sem taxa de conveniência): Teatro Multiplan MorumbiShopping
Horário de funcionamento: A bilheteria funciona em dias de espetáculos duas horas antes do início da apresentação.
Totem de Autoatendimento (sem taxa de conveniência): O Teatro Multiplan MorumbiShopping possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia, localizado no piso G2, ao lado da bilheteria.
Endereço: Avenida Roque Petroni Júnior, 1089 – Piso G2 do MorumbiShopping – Jardim das Acácias

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