Para celebrar 18 anos de trajetória — marcada por espetáculos que integram técnicas clássicas circenses à cultura afro-brasileira — o Circo de Ébanos apresenta gratuitamente na capital paulista os espetáculos Eranko Ayô, Na luneta do tempo, no caleidoscópio da rua e Fio Forte, nos teatros Arthur Azevedo, na Mooca; Alfredo Mesquita, no bairro Santana; e João Caetano, na Vila Clementino, em apresentações que reinauguram o teatro. As apresentações fazem parte do 10º Edital de Fomento ao Circo, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Cidade de São Paulo.
Com classificação livre para todas as idades, as produções unem excelência técnica, pesquisa rítmica e ancestralidade afro-brasileira. As obras conduzem o público por uma jornada que atravessa infância, natureza e raízes africanas, por meio de histórias comoventes e números circenses de tirar o fôlego, que encantam diferentes gerações.
Em Eranko Ayô – espetáculo em atividade mais antigo do repertório do Circo de Ébanos cujo novo termo agregado significa ‘felicidade’ em iorubá –, passa por uma importante remontagem e atualização conceitual para a sua reestreia, celebrando a trajetória de 18 anos da companhia. Sob consultoria de dramaturgia por Blendon Cássio e Direção de Movimento de Tainara Cerqueira, a obra aprofunda a sua pesquisa sobre o instinto e a ancestralidade, trazendo uma estética ainda mais orgânica e visceral, conectada ao chão.
A nova versão apresenta uma estrutura acrobática e coreográfica totalmente renovada, onde as coreografias de dança afro servem de fio condutor para números de contorção, bambolê e malabares de alto impacto. O ápice do espetáculo é marcado pelas inéditas acrobacias com bambu, que simbolizam a resistência e a flexibilidade da natureza. Unindo a precisão circense à potência da identidade negra contemporânea, a narrativa é permeada por performances inovadoras, mesclando dança, música percussiva ao vivo e elementos da cultura afro-brasileira.
Já em Fio Forte, o destaque são as acrobacias no multicordas, uma inovação técnica e estética desenvolvida pela companhia. O aparelho permite uma movimentação aérea singular, onde os artistas exploram novos limites de suspensão e equilíbrio, simbolizando os laços invisíveis que nos conectam. É uma obra que une a precisão do circo contemporâneo a uma cenografia inovadora no cenário circense brasileiro.
Na luneta do tempo, no caleidoscópio da rua traz como enredo as brincadeiras e as memórias de criança do próprio elenco do grupo, cujos artistas vieram de diferentes periferias de São Paulo. A obra propõe uma viagem poética, tendo a rua como espaço do brincar, refletindo sobre como o tempo molda identidades e olhares para o cotidiano. Marcado pela fluidez cênica, pelo contato direto com a plateia e pela força da narrativa — enriquecida por números clássicos de circo, executados com técnica e precisão pelos artistas —, o espetáculo se destaca pela sua potência sensível de identificação pelo público.
Serviço:
Eranko Ayô, Fio Forte e Na luneta do tempo, no caleidoscópio da rua
Teatro Arthur Azevedo
Data: 5, 6 e 7 de junho, às 20h
Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo
Duração: 50 minutos
Lugares: 349
Entrada Gratuita. Retirar o ingresso com 1h de antecedência.
Teatro Alfredo Mesquita
Data: 12, 13 e 14 de junho. Sexta-feira, às 20h. Sábado às 16h. Domingo, às 19h.
Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo
Duração: 50 minutos
Lugares: 198
Entrada Gratuita. Retirar o ingresso com 1h de antecedência.
TEATRO JOAO CAETANO (Vila Clementino)
Datas: 26, 27 e 28 de junho. Sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, às 16h.
Endereço: rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino, São Paulo
Duração: 50 minutos.
Lugares: 438.
Entrada Gratuita.
Duração: 50 minutos.
Entrada Gratuita. Retirar o ingresso com 1h de antecedência.

